O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia voltou ao centro do debate no setor agropecuário brasileiro ao combinar perspectiva de ampliação das exportações com maior exposição à concorrência externa e a exigências comerciais, ambientais e sanitárias. Negociado por quase três décadas, o tratado prevê redução gradual de tarifas e maior integração entre os blocos.
Para o agro brasileiro, a expectativa é de ampliar o acesso ao mercado europeu para carnes, produtos agrícolas, alimentos processados e mercadorias de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, os efeitos esperados não são homogêneos entre as cadeias produtivas. Parte dos segmentos pode ganhar espaço nas exportações e diversificar destinos, enquanto outros podem enfrentar aumento das importações e pressão competitiva no mercado interno.
Nesse cenário, ganhou peso a regulamentação das salvaguardas bilaterais por meio do Decreto nº 12.866/2026. A norma estabelece regras para investigação e aplicação de medidas de defesa comercial em acordos internacionais, inclusive no tratado entre Mercosul e União Europeia. Pelo mecanismo, o Brasil pode suspender reduções tarifárias, restabelecer tarifas ou criar cotas temporárias quando houver aumento das importações com prejuízo relevante ou ameaça à produção nacional.
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