Sinais contraditórios dos Estados Unidos e do Irã sobre o andamento das negociações para pôr fim à guerra, que já dura cinco meses, aumentaram a incerteza nesta terça-feira (4), com o mais recente ataque à navegação no Estreito de Ormuz destacando os riscos aos fluxos globais de energia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (3) que as negociações estavam em andamento, alertando que esta seria a “última chance” de Teerã assinar um bom acordo, mas o Irã negou que as negociações estivessem ocorrendo ou fossem planejadas.
“Elas estão acontecendo neste momento”, disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval quando questionado sobre o andamento das negociações, afirmando que as partes estavam conversando a pedido do Irã, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, entre outros.
As declarações vieram após a decisão de Trump, no fim de semana, de cancelar “ataques em grande escala” que ele disse ter autorizado contra o Teerã, já que as negociações estavam prestes a ocorrer, repetindo um padrão em que ele promete ataques de grande porte apenas para cancelá-los.
