Um estágio superior de um foguete Falcon 9 da SpaceX está prestes a fazer uma viagem inesperada: terminar sua trajetória na superfície da Lua. O impacto deve criar uma nova cratera e ajudar pesquisadores a estudar os efeitos de colisões espaciais.
O objeto passou mais de 18 meses em órbita após uma missão lunar. O caminho até a Lua não foi planejado, mas acabou definido pela ação da gravidade e da atividade solar.
Por que o foguete acabou indo parar na Lua?
O Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025 levando duas sondas privadas: a Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e a Resilience, construída pela empresa japonesa ispace.
A Blue Ghost conseguiu pousar e completar sua missão. Já a Resilience perdeu a tentativa de aterrissagem. Enquanto isso, o estágio superior do foguete seguiu outro destino.
Normalmente, a SpaceX controla o fim da vida útil desses componentes com uma reentrada planejada na atmosfera terrestre. Neste lançamento, porém, quase todo o combustível foi usado para levar as sondas até a região lunar.
Com cerca de 4 mil quilos, o estágio ficou em uma órbita alta que cruzava a região da Lua. A previsão é que ele atinja a superfície lunar na quarta-feira (5), por volta das 3h35 no horário de Brasília, criando uma cratera de aproximadamente 27 metros.
Gravidade e Sol colocaram o Falcon 9 em rota de colisão
O foguete não recebeu uma ordem para seguir em direção à Lua. A mudança aconteceu lentamente, enquanto forças naturais alteravam sua trajetória.
