‘Sofremos abusos em Ceuta’, diz migrante marroquino que chegou à cidade após travessia
A Espanha se opôs a uma proposta da Itália para enviar imigrantes ilegais na União Europeia a centros de deportação em países terceiros, afirmou nesta terça-feira (4) o ministro do Interior espanhol após uma reunião do bloco para discutir a crise migratória em Ceuta.
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A União Europeia vai realizar uma reunião de emergência nesta terça-feira (4) para discutir a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, após a entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos. O encontro reunirá ministros do Interior do bloco e busca uma resposta coordenada para a pressão sobre uma das fronteiras externas da UE.
O pedido de reunião foi feito por 22 países-membros, em carta enviada à Irlanda, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia. O documento defende possível reforço da agência europeia de fronteiras, a Frontex, e uma revisão da cooperação com o Marrocos.
Espanha, o epicentro da crise, junto da Irlanda, França, Luxemburgo e Portugal, não assinaram a carta.
A crise começou na quinta-feira passada (30), quando cerca de 60 mil pessoas tentaram chegar a Ceuta a nado ou contornando barreiras na fronteira marítima com o Marrocos.
De acordo com o Ministro do Interior francês a travessia deixou 75 mortos, a maioria afogada no mar Mediterrâneo.
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