A IFI (Instituição Fiscal Independente) estima que R$ 288 bilhões em despesas da União em 2026 dependerão de operações de crédito acima do limite estabelecido pela regra de ouro. A informação foi publicada pela CNN nesta 3ª feira (4.ago.2026).
Estabelecida pela Constituição, a regra de ouro impede que o governo contraia dívidas para bancar despesas correntes, como salários, benefícios e o funcionamento da máquina pública. Em regra, o endividamento deve financiar investimentos, inversões financeiras ou a amortização de outras dívidas.
O limite pode ser ultrapassado se o Congresso aprovar créditos suplementares ou especiais com finalidade específica, por maioria absoluta de deputados e senadores.
Os R$ 288 bilhões estimados pela IFI estão divididos da seguinte forma:
R$ 185,5 bilhões correspondem a um pedido de crédito suplementar enviado pelo governo ao Congresso;
R$ 102,5 bilhões já foram autorizados por portarias da Secretaria de Orçamento Federal, com base na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.
O crédito de R$ 185,5 bilhões será usado para pagar benefícios sociais e previdenciários, entre eles o Bolsa Família, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a Renda Mensal Vitalícia.
Segundo o diretor da IFI, Alexandre Andrade, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026 indicava inicialmente uma insuficiência de R$ 313,5 bilhões. Mudanças feitas durante a execução do orçamento reduziram a estimativa para R$ 288 bilhões.
