A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar no último domingo (2) após ser internada no hospital DF Star para tratar um quadro de cefaleia refratária a medicamentos orais. Para reverter as crises de enxaqueca, a equipe médica optou por um procedimento conhecido como bloqueio anestésico de nervos cranianos e pericranianos.
O bloqueio anestésico de nervos cranianos é uma técnica terapêutica usada para diversos tipos de dores de cabeça e faciais, sendo recomendada para pacientes com enxaqueca que não respondem bem a tratamentos convencionais via oral.
O procedimento consiste na injeção de um anestésico local, por vezes combinado com corticosterioides, aplicada bem próxima ao nervo que se deseja tratar. O objetivo principal é reduzir temporariamente a sensibilidade e “acalmar” a inflamação do nervo e dos tecidos circundantes.
Como o procedimento é realizado
Diferente do que o nome pode sugerir, o bloqueio é considerado minimamente invasivo. A injeção é feita logo abaixo da pele, no local do nervo afetado. O anestésico não é injetado dentro do crânio ou do cérebro.
De acordo com o Inec (Instituto Neurológico de Cuiabá), os bloqueios mais comuns envolvem os nervos occipital maior e menor, localizados na parte de trás da cabeça, que estão diretamente conectados aos mecanismos de dor da enxaqueca.
A aplicação leva, em média, cerca de 30 minutos.
