O nome da empresária Roberta Luchsinger voltou a se destacar após a revelação, na última terça-feira (4), de que ela realizou pagamentos para o então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Roberta é diretora da empresa RL Consultoria e Intermediações que, conforme cadastro de atividades profissionais, realiza intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral.
A empresária de 41 anos foi alvo nos últimos meses mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e determinação para uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de fraudes no INSS.
A investigação da PF aponta que a consultoria de Roberta prestou serviços para uma empresa associada a Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Ela teria recebido R$ 1,5 milhão pelo serviço. Os investigadores suspeitam que a empresária poderia ser intermediária para pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva, e filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conhecido como Lulinha e que mantém amizade com Roberta.
Segundo documentos, a empresária “apresenta-se como pessoa com acesso a estruturas de poder capazes de influenciar decisões de natureza política”.
À época, a defesa de Roberta afirmou que a amizade com o filho do presidente estaria sendo “explorada politicamente” e que as suspeitas seriam “alegações caluniosas“.
