A greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), iniciada nesta terça-feira (4), tem como principal ponto de divergência as garantias de emprego para os ferroviários diante do processo de concessão de linhas da companhia.
Enquanto o sindicato afirma que não recebeu um compromisso formal do governo estadual sobre a preservação dos postos de trabalho, o Governo de São Paulo sustenta que atendeu às demandas apresentadas pela categoria e manteve aberta a negociação.
A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
Segundo o sindicato, a greve foi aprovada em assembleia porque, mesmo após uma reunião realizada na segunda-feira (3) com representantes do Governo de São Paulo, não houve uma garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias.
Em nota, a entidade afirma que decidiu manter a paralisação “como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias”. O sindicato também diz que buscou alternativas de negociação e apresentou propostas ao governo, mas que, até o momento, não recebeu um compromisso formal que assegure o futuro dos ferroviários.
