Agora candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL-DF) conta com uma rede de apoio dos irmãos para começar a traçar a trajetória política solo. Esse suporte já se materializou no próprio domingo (2), na convenção distrital do PL, em que o irmão Diego Torres foi o responsável por ler seu discurso.
Michelle não foi ao evento - no que seria a primeira aparição ao lado do enteado e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL), desde os desentendimentos públicos -, por conta de crises de enxaqueca. Ela foi internada para exames no sábado (1º) e recebeu alta no próprio domingo.
A ex-primeira-dama então enviou uma carta, lida por Diego. Ele, inclusive, será o primeiro-suplente em sua chapa. No texto, Michelle agradeceu tanto a Diego quanto a Eduardo Torres, outro irmão e candidato a deputado distrital, que se emocionou durante a leitura do documento. Segundo Michelle, Eduardo foi com quem pode contar para cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Irmão, só Deus poderá compensar tudo o que você fez por nós”, citou a ex-primeira-dama.
Ao longo da carta, Michelle também lembrou das origens em Ceilândia, região de classe média-baixa do Distrito Federal, e das causas sociais pelas quais se dedica, por exemplo.
A própria decisão pela candidatura aconteceu após conversas com o marido, Jair Bolsonaro, os irmãos e aliadas, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
