A operação brasileira da rede de cafeterias argentina Havanna está em recuperação extrajudicial. O pedido foi feito no final de 2025, mas o plano foi apresentado no 1º semestre deste ano.
O processo corre na 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo e reúne 6 empresas do grupo controlado pelo empresário Marcos Rothenberg. As dívidas em negociação somam R$ 127 milhões. As informações são do jornalista Daniel Giussani, da revista Exame.
No pedido de recuperação, de acordo com a revista, o grupo diz que a Café Del Plata -empresa que opera lojas com o nome fantasia Havanna- não enfrenta crise econômica própria. Suas atividades estariam “em constante ascensão”. Ela só teria sido incluída no processo por estar “interligada” às demais companhias do grupo, que estão precisando se recuperar. A principal delas seria a marca de perfumes Fragrance.
Ainda segundo o documento obtido pela revista, havia uma ação de falência em curso contra a Havanna no Brasil movida pela indústria de chocolates Top Cau por notas fiscais em aberto que somam R$ 4,1 milhões.
A Havanna declarou em nota à Exame que “o processo de recuperação extrajudicial foi iniciado em função de obrigações contratadas por outras empresas do grupo acionista da Havanna, sem relação com questões operacionais ou financeiras da Havanna, que é solidária nas obrigações financeiras do grupo”.
