Um menino de 12 anos, desacompanhado de responsáveis, que cruzou a fronteira para a Espanha é escoltado por um soldado espanhol até a fronteira entre Espanha e Marrocos, no enclave espanhol de Ceuta.
Bernat Armangue / AP
A adolescente conseguiu vencer as ondas e chegar à Espanha. O irmão mais novo não teve a mesma sorte: morreu afogado no Mediterrâneo. A mãe desapareceu em meio ao caos, quando dezenas de milhares de pessoas atravessaram um quebra-mar tentando deixar o Marrocos para trás.
A história trágica da jovem de 17 anos, natural de Tânger, representa a situação de muitos dos mais de 800 menores de idade que, quatro dias após a entrada coletiva de migrantes em Ceuta, enfrentam um presente difícil e um futuro incerto.
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A jovem contou a um fotojornalista da Associated Press que ela e a família se juntaram à multidão que tentou contornar a nado uma cerca de fronteira para chegar ao território espanhol na última quinta-feira (30). Como muitos outros, buscavam melhores oportunidades. A identidade da adolescente não foi divulgada por ela ser menor de idade e estar em situação de vulnerabilidade.
A menina relatou ter visto policiais espanhóis retirarem da água o corpo do irmão, de 8 anos.
Ela conseguiu chegar à costa, mas se separou da mãe e passou os quatro dias seguintes sozinha. Segundo o relato, moradores locais lhe deram comida e roupas, e uma mulher a acolheu em casa para que pudesse tomar banho.
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