O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado relator do 3º pedido de inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os investigadores apuram possível tráfico de influência do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para facilitar contratos do governo em favor da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Caberá ao ministro decidir se abre ou não a investigação.
Ao Poder360, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela equipe de defesa de Lulinha, afirmou que a Polícia Federal não tem encontrado provas robustas contra Lulinha e, por isso, busca abrir novos inquéritos para tentar impactar as eleições. O defensor ressaltou que defende a independência e a gestão do delegado Andrei Rodrigues à frente da instituição, mas criticou o que chamou de “tentativas de influenciar no processo eleitoral”.
Dino, relator do 3º, foi indicado por Lula. Exerceu cargo de ministro da Justiça do presidente, tendo sido chefe da Polícia Federal em 2023, 1º ano do 3º mandato do petista. Foi o último ministro a chegar ao STF.
Segundo dados do Portal da Transparência, a 3Structure IT Ltda mantém contratos de R$ 81 milhões com o governo federal. Desse total, mais de R$ 46 milhões já foram pagos.
OUTRAS INVESTIGAÇÕES
Além do caso sob a relatoria do ministro Dino, há outros 2 inquéritos específicos no STF, sob a condução do ministro André Mendonça.
