Um relatório divulgado nesta 2ª feira (3.ago.2026) pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostrou pouca melhora nas condições de trabalho na América Latina e no Caribe nas últimas 3 décadas. Leia a íntegra do documento (PDF - 27,5 MB).
De acordo com o estudo, a região vive um cenário de “progresso sem transformação”: avanços lentos, pontuais e incapazes de aproximar os países latino-americanos do padrão das economias desenvolvidas. Depois de um estímulo temporário puxado pelas commodities nos anos 2000, o mercado de trabalho regional estagnou a partir de meados da década de 2010.
O problema principal foi apontado como a baixa produtividade. Nos últimos 30 anos, o rendimento real do trabalhador regional subiu só 18% ante uma alta de 30% nos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Hoje, são necessários 4 trabalhadores na América Latina para gerar o valor econômico produzido por 1 único trabalhador nos Estados Unidos. Segundo o relatório, a migração da mão de obra do campo para as cidades não resolveu o problema, já que os trabalhadores acabaram absorvidos por serviços urbanos de pouca qualificação.
Cerca de 46% da força de trabalho da região sobrevive no trabalho autônomo ou em microempresas precárias.
