A inteligência artificial (IA) emergiu como um novo fator de preocupação para os bancos centrais ao redor do mundo. Em meio a uma temporada de decisões sobre taxas de juros, as autoridades monetárias passaram a analisar em que medida os bilhões de dólares destinados ao desenvolvimento de softwares, tecnologias e infraestrutura ligados à IA podem pressionar a inflação global.
A analista e editora de Economia da CNN, Lucinda Pinto, avaliou o fenômeno e destacou que, embora a inteligência artificial seja amplamente associada ao aumento de produtividade, sua expansão tem um custo imediato que ainda precisa ser compreendido.
“A gente pensa nessa tecnologia toda como algo que vai contribuir para melhorar a atividade, para diminuir alguns custos ao longo do tempo. Só que, até que isso se consolide de forma global, de forma mais macro, tem um preço que a gente vai pagar”, afirmou Lucinda durante o CNN 360º desta segunda-feira (3).
Para construir ferramentas e agentes de inteligência artificial, há uma demanda crescente e intensa por insumos específicos. Segundo Lucinda, os principais itens sob pressão são chips, cobre, eletricidade, capacidade de construção de data centers e mão de obra especializada.
“Já estamos sentindo, isso já está sendo percebido pelos economistas, inclusive pelos bancos centrais, uma demanda grande por tudo isso”, destacou a analista.
