A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, apontou sinais de apagamento de provas em computadores e celulares ligados ao caso Americanas.
As afirmações constam em despacho que autorizou medidas da investigação sobre a varejista, obtido pelo jornal Folha de S.Paulo. No documento, a magistrada citou equipamentos entregues pela própria companhia à Polícia Federal (PF) com indícios de formatação e ausência de arquivos.
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No despacho, Calmon afirmou que um computador atribuído ao ex-CEO Sergio Rial tinha pastas vazias. A magistrada também sustentou que a Americanas entregou à PF o aparelho usado por Miguel Gutierrez, que comandou a companhia por mais de 20 anos, com os padrões de fábrica restaurados.
Equipamentos restaurados chamaram atenção da juíza
A magistrada afirmou que os aparelhos usados por Gutierrez na Americanas estavam com as configurações originais de fábrica.
Para Calmon, os dispositivos passaram por formatação antes de a Americanas entregá-los à PF. A magistrada rejeitou a hipótese de que os aparelhos nunca tenham sido usados.
"Essa hipótese não prospera por uma simples lógica: foram entregues pela própria companhia como sendo os dispositivos utilizados por Miguel Gutierrez" disse Calmon, no documento.
