O ex-assessor médico da Casa Branca Anthony Fauci compareceu na quarta-feira (29) à audiência da Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos sobre a pandemia de covid-19. O infectologista foi um dos principais nomes no combate à doença no país e teve de falar sobre a origem do vírus e financiamento de pesquisas ao comitê da Casa Alta.
Fauci integrou a força-tarefa da Casa Branca criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta à crise sanitária. Entretanto, as recomendações do médico eram frequentemente criticadas e contrariadas pelo republicano.
Quando o ex-presidente norte-americano Joe Biden assumiu, em janeiro de 2021, Fauci foi nomeado conselheiro médico-chefe e passou a liderar a força-tarefa. O infectologista ficou no cargo até o fim de 2022, quando se aposentou.
Durante a campanha presidencial, em 2024, Fauci entrou na mira de aliados e apoiadores de Trump. Eles prometeram processar o médico caso o republicano fosse eleito. Por esse motivo, Biden concedeu ao infectologista um “indulto preventivo” que abrange as atividades desempenhadas de 2014 a janeiro de 2025.
Audiência no Senado
Durante o depoimento de 2 horas e 57 minutos, Fauci se recusou a responder à maioria das perguntas. Ele invocou reiteradamente a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos para permanecer em silêncio. A norma garante o direito de qualquer pessoa de não produzir provas contra si mesma em um eventual processo criminal.
