O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve no Tribunal do Júri o caso do ex-delegado da Polícia Civil Vinícius Martinez, acusado de matar uma adolescente em uma festa do peão. A decisão é desta segunda-feira (3).
O caso aconteceu em Promissão (SP), em maio de 2024.
Katrina Bormio Silva Martins foi atingida por um disparo de arma de fogo enquanto esperava o pai. Vinícius efetuou quatro disparos em direção a um dos presentes durante uma confusão no evento.
Para o Ministério Público (MP), ao agir dessa forma, o ex-delegado assumiu o risco de matar alguma das pessoas presentes no local. Portanto, o ex-delegado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela suposta prática de homicídio qualificado.
Durante o andamento dos recursos, Vinícius foi exonerado do cargo de delegado pelo governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O MPSP pediu a manutenção da decretação da prisão preventiva sustentando a gravidade do crime. Já a assistência de acusação buscava o restabelecimento da circunstância do motivo fútil.
Com isso, a Segunda Câmara de Direito Criminal acolheu o recurso da assistência de acusação.
Por isso, Vinícius será submetido ao Tribunal do Júri para responder por homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.
Katrina Bormio Silva Martins foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto esperava o pai.
