O consumidor brasileiro paga uma conta de luz residencial mais cara do que a de diversos países com matrizes elétricas semelhantes. A análise está em uma nota técnica de Daniel Duque, head de inteligência técnica do CLP (Centro de Liderança Pública). Leia o estudo na íntegra (PDF - 365 Kb).
O levantamento avaliou o custo da energia residencial em 138 países, ajustado pela PPC (paridade do poder de compra), quando se usa a taxa de câmbio como referência para comprar a mesma quantidade de bens e serviços em cada país. Sob essa metodologia, a tarifa brasileira é de US$ 0,357/kWh (cerca de R$ 1,83). O valor está acima do preço médio em PPC e supera o praticado em cerca de 70 países, incluindo:
China (US$ 0,155/kWh, ou R$ 0,79);
Canadá (US$ 0,146/kWh, ou R$ 0,75);
Noruega (US$ 0,095/kWh, ou R$ 0,49).
Índia, Rússia, Argentina e Estados Unidos também aparecem entre as nações com contas de luz mais baixas sob o mesmo critério.
Apesar de ter uma conta de luz residencial mais cara do que a de diversos países, o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais baratas e limpas do mundo. Em 2025, quase 90% da geração elétrica veio de usinas hidrelétricas, eólicas e solares.
No entanto, o custo efetivo da geração representa apenas 30,4% da conta paga pelo consumidor. Mais de ⅔ da fatura são compostos por encargos, impostos e custos de rede.
