A Hungria enfrenta “cinco dias críticos”, afirmou o primeiro-ministro Peter Magyar na segunda-feira (3), à medida que a seca força o desligamento da usina nuclear de Paks, no sul do país.
Magyar disse que a usina de Paks poderia operar em sua capacidade reduzida atual até segunda ou terça-feira (4), mas seria totalmente desativada no decorrer da semana, visto que a previsão é de nova queda no nível das águas do rio Danúbio, utilizado para resfriamento da instalação.
A usina, com capacidade de 2 gigawatts e responsável normalmente por cerca de metade da eletricidade do país, operava a pouco mais de 10% de sua capacidade na segunda, após o nível do Danúbio atingir uma mínima histórica.
Magyar informou que a redução voluntária no consumo de energia por residências e empresas, realizada após um apelo do governo, diminuiu a demanda em 700 MW (o equivalente à produção de um reator e meio em Paks) no domingo (2), aliviando significativamente a pressão sobre a rede elétrica.
Com o desligamento gradual da usina nuclear, a Hungria aumentará sua dependência de importações, uma vez que a onda de calor deve elevar a demanda por eletricidade.
Grandes áreas da Europa têm sido afetadas por calor e seca prolongados, o que reduz o nível dos rios e gera preocupações quanto ao abastecimento de água, ao transporte fluvial e à geração de energia.
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