Novas observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, revelaram que Netuno pode ter passado por uma gigantesca catástrofe há bilhões de anos, quando um objeto do tamanho de Plutão invadiu o sistema do planeta e desencadeou uma série de colisões entre suas luas.
O estudo, publicado na revista científica Science, na quarta-feira (29) indica que esse evento destruiu praticamente todas as luas originais de Netuno. As pequenas luas e os anéis observados atualmente teriam se formado posteriormente a partir dos destroços deixados por essa verdadeira “batalha cósmica”.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram três pequenas luas internas de Netuno, Proteu, Larissa e Galateia, além dos anéis do planeta.
O James Webb identificou nesses corpos minerais argilosos ricos em magnésio, normalmente encontrados nas partes mais profundas de alguns mundos gelados do Sistema Solar. Esses minerais também já foram observados no planeta anão Ceres e em alguns meteoritos.
Segundo a principal autora do estudo, a cientista planetária Ryleigh Davis, da Universidade da Califórnia em San Diego, esses minerais só se formam após um longo contato entre água líquida e rochas.
Como as pequenas luas de Netuno são frias e não possuem condições para produzir esse tipo de material, os pesquisadores concluíram que a argila veio do interior de luas muito maiores que existiam no passado.
