O fluxo intenso de imigrantes no norte da África colocou em evidência os problemas enfrentados pelos enclaves de Ceuta e Melilla, dois territórios espanhóis localizados na região do Marrocos. A situação geográfica peculiar dessas áreas as torna alvos frequentes de pessoas que buscam entrar em território europeu sem precisar atravessar o Mar Mediterrâneo.
O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explicou, ao Live CNN, o conceito central para compreender as tensões migratórias na região. “Um enclave nada mais é do que um território, ou parte de um país, que é totalmente cercado por outro país”, afirmou. No caso de Ceuta e Melilla, embora ambos possuam saída para o mar, convencionou-se chamá-los de enclaves.
Territórios pequenos com grande peso geopolítico
Ceuta e Melilla são territórios de dimensões reduzidas. Segundo Diego Pavão, Ceuta tem aproximadamente o tamanho de Fernando de Noronha, enquanto Melilla equivale a cerca de oito vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Cada um dos territórios conta com aproximadamente 80 mil habitantes. Por serem territórios espanhóis, quem nasce em Ceuta ou Melilla possui os mesmos direitos de qualquer cidadão nascido na Espanha continental.
A atratividade desses territórios para os imigrantes reside justamente em sua localização. “São uma forma de chegar a um território europeu sem precisar atravessar o Mar Mediterrâneo”, explicou Diego Pavão.
