Em discussão no Congresso Nacional, o fim da escala 6×1 ainda é tema polêmico no mercado de trabalho. Cássia Marize Hatem Guimarães, secretária-geral adjunta da OAB-MG e presidente da Amat (Associação Mineira da Advocacia Trabalhista) acredita, no entanto, que o debate é o caminho para uma melhor mudança na jornada.
Ela falou durante participação no Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (3).
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“Para uns pode ser que seja necessária essa mudança de jornada, mas uma única lei não conhece as peculiaridades dos setores. O caminho é a colaboração coletiva”, afirmou a advogada.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1 em maio deste ano. A medida segue para análise do Senado, mas inicialmente prevê uma redução da jornada para 40 horas semanais, em uma escala de cinco dias trabalhados e dois dias de folga.
“A Câmara está certa em criar um mínimo de jornada e salário, mas as peculiaridades devem ser discutidas e negociadas”, explica Hatem, que ainda adiciona: “Na construção civil, por exemplo, existem aqueles que moram em alojamentos. Durante os dias de folga, essa pessoa deverá permanecer lá?
