Migrantes correram para receber água e outras bebidas em Ceuta, na Espanha, nesta segunda-feira (3), enquanto as autoridades locais lutam para lidar com as milhares de pessoas que permanecem no pequeno território após a grande onda migratória na semana passada.
Os moradores locais levaram bebidas aos migrantes, em sua maioria da África subsaariana, que montaram um acampamento na praia de El Trampolin.
Os migrantes que passam os dias na praia disseram estar com fome e sede, enquanto seguravam cartazes pedindo asilo e afirmando que não querem voltar para Marrocos.
“Já não temos muita força. Mas não vamos desistir. Mesmo que tenhamos que morrer aqui, bem, morreremos aqui. Preferimos morrer aqui do que voltar para lá”, disse Ali Sangare, de 18 anos, de Bamako, Mali.
Essa foi a quinta tentativa de Sangare de chegar a Ceuta depois de ter saído do Mali em 2024, atravessando a Mauritânia, a Argélia e depois Marrocos.
A Espanha estima que cerca de 69.500 migrantes retornaram a Marrocos nos últimos quatro dias, superando as estimativas iniciais de cerca de 50 mil chegadas a Ceuta na quinta-feira.
O número oficial de mortos no lado espanhol da fronteira é de 72, com 11 mortes no lado marroquino.
Ceuta e Melilla, o outro enclave espanhol no Norte da África, estão na costa mediterrânea de Marrocos e enfrentam periodicamente tentativas de travessia por migrantes que querem chegar à Europa.
