As preocupações com a produção de cacau na Àsia seguem impulsionando os preços futuros na Bolsa de Nova York. Na sessão desta segunda-feira (03), o contrato para entrega em setembro encerrou o dia com ganho de 10,04% e negociado em US$ 5,397 por tonelada.
De acordo com as informações do Barchart, os preços subiram pela segunda sessão consecutiva e atingiu um dos maiores patamares em duas semanas. “A alta se deve aos impactos da produção de cacau em Gana, que é o segundo maior produtor mundial”, informou.
Na semana anterior, o Conselho do Cacau do Gana (COCOBOB) projetou que a produção da safra 2026/27 deve ficar entre 450 mil e 550 mil toneladas, ante as 750 mil toneladas da safra anterior.
“A produção deve recuar diante dos efeitos combinados da doença do inchaço dos brotos, do envelhecimento das plantações de cacau e da probabilidade de condições climáticas adversas decorrentes do fenômeno El Niño”, destacou o Barchart.
Café
Os preços futuros do café finalizaram o dia com baixas diante das condições mais secas nas regiões produtores brasileiras. Na bolsa de Nova York, o vencimento futuro para entrega em dezembro registrou queda de 3,16% e precificado em U$S 3,04 por libra-peso.
Segundo a análise do Barchart, o café arábica está em forte queda, já que as condições mais secas nas regiões cafeeiras do Brasil devem permitir que o ritmo da colheita acelere.
Nas últimas semanas, a perspectiva de oferta mais restrita contribuiu para sustentação nos preços do grão.
