Um jovem que se prepara para estrear no US Open, um dos maiores campeonatos de tênis do mundo, enquanto chama atenção da imprensa por ser considerado o primeiro homem gay na modalidade. Seu caminho esbarra em Diego Cruz, o segundo melhor tenista do ranking e seu crush platônico.
Esse é o pano de fundo do livro “Abrindo o Jogo“, que chega às prateleiras brasileiras pela editora Intrínseca nesta segunda-feira (3). Porém, a obra de estreia escrita por Edward Schmit está longe de ser apenas um sport romance LGBTQIAP+ ao tratar da importância da saúde mental em esportes de alto rendimento.
O enredo gira em torno de Austin Hardy, um jovem que está com a carreira profissional no tênis despontando. Assumidamente gay desde a adolescência, ele passa a ganhar as manchetes mais pela sua sexualidade do que pelo seu inegável talento no tênis.
Embora se torne o rosto da representatividade no esporte, Austin passa a ser bombardeado de comentários maldosos e preconceituosos em suas redes sociais, o que se torna motivo o suficiente para que sua ansiedade se aflore e ele passe a ter crises durante treinos e jogos.
“Muitos atletas têm falado abertamente nos últimos anos sobre sua saúde mental e as dificuldades que enfrentam. Quando atletas, que são pessoas em quem nos espelhamos, fazem isso, fica mais fácil para outras pessoas também se abrirem e buscarem ajuda, caso precisem”, afirma Edward Schmit em entrevista à CNN Brasil.
