A Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no domingo (2), oficializou o presidente Lula como candidato à reeleição e deu o tom da campanha que a legenda pretende levar às urnas em outubro. Muito além da formalização da candidatura, o evento mostrou um partido muito decidido em torno de uma estratégia estabelecida: apresentar Lula como o principal nome de oposição à extrema-direita, defender a soberania nacional diante de interferências externas, como as de EUA e de Argentina, e transformar a disputa eleitoral em um embate entre democracia e autoritarismo.
Antes mesmo da abertura dos portões, a movimentação já era intensa na Expo Center-Norte, na zona norte de São Paulo. Filas se formaram nas entradas do pavilhão, onde o acesso era controlado por barreiras de segurança, revista pessoal e detectores de metal.
Do lado de fora, ambulantes vendiam produtos da campanha, como bonés com o slogan “Brasil é dos Brasileiros”, por preços entre R$ 30 e R$ 40, além de bandeiras do Brasil, da Palestina, de Cuba e do movimento LGBTQIA+. Dentro do ginásio, camisetas da campanha eram comercializadas por R$ 70 - as polos custavam R$ 100.
Chamou atenção também um carro estacionado nas proximidades levando uma pequena bandeira dos Estados Unidos. O símbolo contrastava com o discurso que seria repetido ao longo de toda a convenção: críticas à interferência norte-americana na política brasileira.
