Na tela do coordenador de marketing Rafael Vital, o navegador é um mosaico de plataformas de (ou com) inteligência artificial (IA). Gemini para pesquisas, Claude para análise de dados, Lovable para dashboards e Canva para vídeos. A cena, descrita pelo coordenador ao Olhar Digital, ilustra o fim de uma ilusão: a “IA única corporativa”. A tentativa da diretoria de padronizar apenas um assistente falhou no cotidiano das empresas porque cada área exige especializações que uma só ferramenta não entrega.
No entanto, essa estratégia híbrida cobra o seu preço. Literalmente. Enquanto funcionários pulam de plataforma em plataforma para produzir mais, a TI enfrenta o “lado B” dessa salada: contas estouradas com licenças duplicadas, tokens invisíveis e um risco crítico de segurança. Para você ter ideia, há casos de assistentes autônomos de IA que apagaram bancos de dados inteiros.
A conta da ‘salada das IAs’
A distribuição desenfreada de licenças é o primeiro gatilho para o estouro orçamentário nas empresas. O CEO da 10K Digital, Felipe Matos, aponta que a falta de planejamento faz a tecnologia gerar custos antes de entregar valor.
“Já vimos empresas distribuindo licenças de IA indiscriminadamente para praticamente toda a equipe”, conta o executivo, em entrevista ao Olhar Digital.
