A crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, ganhou novos contornos com a atuação de redes de tráfico humano que teriam incentivado travessias em massa para a região. A tragédia resultou em mais de 70 mortos, entre afogados e pessoas pisoteadas durante as tentativas de cruzar a fronteira. O analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, explica, ao Live CNN, a como as redes de tráfico agravaram a crise migratória.
Segundo o governo espanhol, traficantes de pessoas espalharam boatos nas redes sociais afirmando que a Espanha havia aberto suas fronteiras para Ceuta. A desinformação teria se baseado em uma decisão recente do Supremo Tribunal espanhol que proibiu a expulsão de migrantes que entrassem no enclave pelo mar.
As autoridades espanholas afirmaram que os migrantes presumiram erroneamente que qualquer pessoa que tentasse entrar na Espanha por via marítima não poderia ser deportada.
Crise humanitária e resposta do governo espanhol
As autoridades espanholas continuam buscando corpos no mar, enquanto milhares de imigrantes permanecem no território do enclave. O governo da Espanha declarou que irá expulsar todos os que se encontrarem de forma ilegal em Ceuta.
A maioria dos migrantes que entraram ilegalmente já retornou ao Marrocos, mas ainda há um número significativo de pessoas no lado espanhol da fronteira.
