O Palácio do Planalto voltou a viver dias agitados. Medidas de incentivo à economia têm sido anunciadas com frequência desde o início do ano. Juntas, essas ações já somam R$ 283,2 bilhões.
O valor se aproxima rapidamente do pacote de bondades de quatro anos atrás, quando Jair Bolsonaro costurou uma ofensiva de R$ 325 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.
As iniciativas do governo Lula para estimular a economia ocorrem em várias frentes. Vão da desoneração do Imposto de Renda à oferta de empréstimos com garantia de fundos estatais. As medidas com impacto econômico em 2026 foram compiladas pelo banco suíço UBS.
Apesar de a legislação restringir esse tipo de iniciativa, anos eleitorais historicamente costumam registrar impulso na economia gerado por ações do governo. Ao comparar as medidas adotadas nas duas eleições, é possível ver estratégias bastante diferentes entre Lula e Bolsonaro.
Em 2022, sob o estado de emergência decretado pelo Congresso, Bolsonaro avançou com a então chamada “PEC Kamikaze”, que incluiu corte de impostos e reforço nos programas sociais, como o antigo Auxílio Brasil, além dos inéditos Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista.
Na época, o resultado foi um choque no caixa do Tesouro: R$ 167,7 bilhões em isenções e desonerações (51,6%), além de R$ 123 bilhões em renda adicional para a população por meio do reforço dos programas sociais (37,9%). Os valores foram corrigidos pelo IPCA.
Em 2026, a fórmula é bem diferente.
Bondades de Lula superam R$ 280 bilhões e se aproximam de pacote de Bolsonaro
