BRASIL - Gianni Infantino atravessa uma das maiores crises desde que assumiu a presidência da Fifa. A tentativa de criar uma nova empresa para administrar os direitos comerciais das principais competições da entidade e vender participação a investidores privados sofreu forte resistência internacional e colocou em dúvida a força política do dirigente antes da eleição de 2027.
O projeto da chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), avaliado em cerca de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 101 bilhões), foi abandonado após a oposição de importantes confederações, como Uefa, Concacaf e AFC. Juntas, as entidades representam 143 das 211 federações filiadas à Fifa.
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Crise ocorre após boicote liderado pela UEFA
A proposta previa a entrada de investidores privados na estrutura comercial da Fifa, com a promessa de aumentar os repasses financeiros às federações nacionais. O plano, porém, foi recebido com críticas por falta de transparência e pelo temor de maior influência externa sobre as principais competições da entidade.
A Uefa chegou a anunciar que suas 55 federações filiadas poderiam boicotar torneios organizados pela Fifa caso a proposta fosse mantida. A possibilidade de uma Copa do Mundo sem seleções tradicionais da Europa, como Espanha, Alemanha, Inglaterra e França, tornou inviável a continuidade do projeto.
Além da oposição externa, a crise também atingiu a estrutura interna da Fifa.
