Apesar de as mulheres representarem a maioria da população brasileira -há cerca de 6 milhões a mais do que homens, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, essa proporção não se reflete na composição do Poder Judiciário. As mulheres somam 40,1% (7.563) do total de magistrados ativos no Brasil, que é de 18.934.
Os dados constam do Painel Justiça em Números, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), coletados em 24 de julho. Apesar de a presença feminina se aproximar da metade das vagas nos cargos de ingresso na carreira jurídica, sua representatividade cai gradativamente conforme avança para instâncias mais elevadas da Justiça.
Afunilamento na carreira
Entre os juízes substitutos, cargo de entrada na magistratura, as mulheres são 46,1%. O percentual cai para 41,2% entre os titulares e atinge 27,9% nas vagas de desembargador nos tribunais de 2ª Instância. No topo da carreira, na categoria de ministros de tribunais superiores e conselheiros de órgãos superiores, a participação feminina vai ao menor patamar: 22,2%.
No STF (Supremo Tribunal Federal), que completou 135 anos em 2026, a disparidade é ainda mais evidente. Em toda a história da Corte, só 3 mulheres ocuparam o cargo de ministra: Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Atualmente, Cármen Lúcia é a única integrante feminina entre os 11 ministros do tribunal.
