A IA está aumentando os preços nos EUA - e não apenas nas contas de luz.
Grandes inovações tecnológicas têm o potencial de transformar economias ao criar oportunidades, empregos e até novas indústrias, impulsionando a produtividade e o crescimento. No entanto, essa promessa de ganhos a longo prazo costuma ser precedida por dores de curto e médio prazo.
No caso da inteligência artificial, isso tem incluído perda de postos de trabalho, crescimento salarial mais lento, ampliação da desigualdade social e, especialmente nos últimos meses, uma inflação mais alta.
Dados recentes mostram que o interesse e os investimentos astronômicos na adoção da IA (estimados em cerca de US$ 750 bilhões apenas para este ano) empurraram diversos preços para cima, elevando a inflação geral no processo.
“Essa inflação mais alta significa que as famílias precisam gastar pouco mais de US$ 375 a mais para comprar os mesmos bens e serviços que compravam nesta mesma época no ano passado, devido ao impacto inflacionário da IA”, escreveu Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, em um e-mail para a CNN.
A boa notícia: a IA ainda é uma contribuição menor para a inflação geral (estimada em 0,2 ponto percentual), e os impactos estão atualmente limitados a poucas categorias.
A notícia não é tão boa: a IA está pressionando a inflação para cima e complicando ainda mais os velhos problemas de custo de vida.
