Pesquisadores encontraram uma estrutura até então desconhecida em cérebros afetados pelo Alzheimer. A descoberta pode ajudar a explicar por que a doença continua avançando mesmo após tratamentos contra as placas mais conhecidas.
O estudo analisou camundongos e tecidos cerebrais humanos e identificou um novo tipo de acúmulo ligado ao funcionamento das mitocôndrias, responsáveis por fornecer energia às células.
O que são as placas mitocondriais
O Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta cerca de 57 milhões de pessoas no mundo. A expectativa é que esse número ultrapasse 150 milhões até 2050.
Tradicionalmente, a doença é associada ao acúmulo de placas de beta-amiloide e de proteínas tau alteradas, alterações que levam à morte dos neurônios e comprometem memória, aprendizado e raciocínio.
Agora, um estudo publicado na revista Nature Neuroscience aponta outro elemento importante: as chamadas placas mitocondriais. Elas surgem quando a mitofagia, mecanismo responsável por eliminar mitocôndrias danificadas, deixa de funcionar como deveria.
Esta descoberta identifica as placas mitocondriais como uma característica até então não reconhecida da doença de Alzheimer.
Paul Robbins, bioquímico da Universidade de Minnesota e um dos autores do estudo, em nota.
Como os pesquisadores chegaram à descoberta
A equipe utilizou camundongos geneticamente modificados e cérebros humanos doados para pesquisa.
