SÃO LUÍS - A ampliação das tarifas de importação anunciada pelos Estados Unidos voltou a colocar a economia mundial em estado de atenção. A medida, que busca fortalecer a indústria norte-americana e reduzir a entrada de produtos estrangeiros, pode desencadear uma nova fase de tensões comerciais com reflexos em diversos países, incluindo o Brasil.
O tema foi discutido nesta segunda-feira (3) no programa Atualidades, da Mirante News FM, em entrevista com o economista Wilson França. Durante a conversa, o especialista explicou que, embora as tarifas tenham sido direcionadas principalmente a grandes parceiros comerciais dos Estados Unidos, seus efeitos acabam alcançando toda a economia global.
Segundo Wilson França, o aumento das tarifas significa que produtos importados passam a pagar mais impostos para entrar no mercado norte-americano, tornando-se mais caros e menos competitivos. Como consequência, empresas e investidores reavaliam estratégias, cadeias produtivas são reorganizadas e o comércio internacional tende a sofrer alterações.“Isso tem afetado o custo de vida da população dos Estados Unidos. Por exemplo, produtos como suco de laranja e carne que vão para a mesa, tem ficado muito mais caro. E ao mesmo tempo, a pressão dos combustíveis, do barril de petróleo, por conta dos conflitos no oriente médio, disparou o preço da gasolina lá. E como o etanol deles é menos eficiente do que o nosso, a situação lá tá ficando cada vez mais complicada”, disse Wilson França.
