Um jovem de 19 anos preso durante os protestos contra o regime do Irã foi executado neste sábado, 1º, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), organização sediada nos Estados Unidos.
Arvin Kheirkhahan estava detido desde janeiro, quando o governo iraniano reprimiu uma onda de manifestações antigovernamentais. Condenado por “travar guerra contra Deus”, ele foi executado na prisão de Shahroud, no norte do país.
Segundo a HRANA, outros dois manifestantes foram executados publicamente no início da semana. Eles eram acusados de “violência letal contra as forças de segurança”, entre outros crimes. A organização afirmou, contudo, que não conseguiu verificar as alegações.
Na terça-feira 28, grupos de direitos humanos também denunciaram as execuções de Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi. De acordo com a agência Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, os dois foram acusados de participar do assassinato de quatro agentes de segurança durante os protestos de janeiro, em Isfahan.
A ofensiva do regime do Irã contra manifestantes
O regime intensificou as execuções de dissidentes depois do início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, no fim de fevereiro. Em abril, o presidente do Supremo Tribunal do Irã, Gholamhossein Mohseni Ejei, determinou a aceleração dos julgamentos de presos acusados de colaborar com o “inimigo agressor”.
