Um novo estudo sugere que a Via Láctea pode abrigar uma população gigantesca de buracos negros invisíveis. Simulações realizadas por pesquisadores indicam a existência de cerca de 170 milhões desses objetos espalhados pela galáxia.
A pesquisa criou um mapa provável desse “submundo galáctico”, revelando como esses buracos negros surgiram, onde podem estar e quais pistas podem ajudar astrônomos a encontrá-los no futuro.
O desafio de encontrar objetos que não emitem luz
Buracos negros de massa estelar são formados após a morte de estrelas muito massivas. Quando o combustível da estrela acaba, seu núcleo entra em colapso e cria uma região tão densa que nem a luz consegue escapar.
Esse comportamento torna esses objetos extremamente difíceis de observar. Como os telescópios dependem principalmente da luz para estudar o Universo, muitos buracos negros permanecem escondidos.
Para estimar quantos deles existem, uma equipe liderada pelo astrofísico Tom Wagg, do Flatiron Institute, nos Estados Unidos, criou simulações da evolução da Via Láctea ao longo de seus 13,6 bilhões de anos de história.
Os modelos acompanharam processos como nascimento de estrelas, explosões estelares, formação de buracos negros e mudanças na estrutura da galáxia.
O resultado indica que a Via Láctea teria produzido aproximadamente 170 milhões de buracos negros de massa estelar ao longo de sua existência.
