Militares escoltaram migrantes em Ceuta após as recentes travessias em massa de migrantes vindos de Marrocos
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A maioria das dezenas de milhares de migrantes que entraram a nado no enclave espanhol de Ceuta na semana passada já voltou ao Marrocos, escoltados até a fronteira por soldados e policiais espanhóis.
Mas a extraordinária onda de chegadas deixou pelo menos 72 mortos, cujos corpos foram retirados do mar onde flutuavam ao lado de boias abandonadas.
Os acontecimentos da semana passada também abalaram a Europa politicamente, expondo mais uma vez as divisões sobre a questão da migração, que é muito sensível no continente.
E deixaram no ar dúvidas sobre o que teria desencadeado esse fluxo repentino: se foram postagens nas redes sociais prometendo um caminho fácil para a Europa que simplesmente viralizaram ou se foi algo premeditado.
Vídeos mostram imigrantes do Marrocos chegando a nado em Ceuta, cidade da Espanha
A política
Seja qual for a causa, o primeiro-ministro da Espanha está irritado com a resposta de outros países da região.
Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), criticou alguns membros da União Europeia por "atacarem" a Espanha nesta crise, fazendo politicagem em vez de demonstrar apoio.
Ele se referia à Itália, acima de tudo.
O partido de direita radical Fratelli d'Italia (Irmãos da Itália), da primeira-ministra Giorgia Meloni, não perdeu tempo em publicar imagens de migrantes correndo pelas ruas de Ceuta.
Como a crise migratória da Espanha gerou uma tempestade política, e foi alimentada pelas redes sociais
