Fantástico vai até Ceuta, epicentro da crise migratória que sacudiu a Europa
A maior parte das 60 mil pessoas que chegaram em Ceuta na quinta-feira passada já retornou ao Marrocos, mas as imagens de caos e desespero causadas pela dramática travessia serviram para fortalecer o discurso anti-imigração na Espanha, na Europa e nos Estados Unido.
O fluxo repentino de migrantes para o enclave espanhol forneceu munição aos partidos de direita e extrema direita para manter o tema no centro de suas agendas políticas.
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Os argumentos convergiram em benefício próprio, do presidente dos EUA, Donald Trump, à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, incluindo Nigel Farage, líder do extremista Reform UK, para citar alguns dos que associaram a invasão ao medo e ao caos na porta de entrada da África para a Europa.
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, acabou isolado por ter adotado políticas favoráveis à regularização da imigração, na contramão da postura mais rígida de vários vizinhos europeus, embora nunca tenha defendido fronteiras abertas ou sem controle..
Líderes do partido de centro-direita PP e do ultradireitista Vox correram para Ceuta na tentativa de instrumentalizar a crise e atacar Sánchez. Santiago Abascal, líder do Vox, pediu a destituição do primeiro-ministro e a militarização da fronteira. O discurso xenófobo e imediatista parecia pronto.
Caos em Ceuta fortalece discurso anti-imigração e fornece munição a partidos de direita e extrema direita na Europa e nos EUA
