O vice-presidente e diretor de Sustentabilidade da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Paul, afirmou ao Poder360 nesta 2ª feira (3.ago.2026) que o Brasil não aceitará a repetição de episódios de racismo e discriminação registrados na Copa do Mundo masculina de 2026 durante o Mundial Feminino de 2027, que será realizado no Brasil.
“A Copa do Mundo masculina foi um desastre com relação a algumas questões de inclusão, sobretudo de racismo. Há lições para aprender. Existem coisas que a gente não aceitaria de forma alguma no Brasil”, disse Paul.
Paul afirmou que a Confederação participará das comissões da Fifa responsáveis pelo planejamento do torneio e defenderá medidas para fortalecer as políticas de inclusão. Ele também criticou a forma como os casos de discriminação racial foram conduzidos durante o Mundial masculino.
“O Brasil foi protagonista nessa construção do antirracismo no futebol. Inclusive emplacou a Lei Vinícius Júnior. A gente tem que endurecer muito a posição nesse sentido”, afirmou o vice-presidente.
A Lei Vini Jr., sancionada em julho de 2024, determina a interrupção de partidas e outros eventos esportivos em casos de manifestações racistas. A norma também projeta a adoção de protocolos de combate à discriminação, campanhas educativas e medidas para conscientizar o público sobre o racismo no esporte.
