À esquerda, o pecuarista Rafael Andrade Asato; à direita, André Bartocci. Ambos têm fazendas em Mato Grosso do Sul.
Arquivo pessoal
Investimos durante anos para atender à União Europeia.”
“É frustrante. Faz mais de 20 anos que rastreio gado para exportar carne para a Europa.”
As falas dos pecuaristas Rafael Andrade Asato e André Bartocci, do Mato Grosso do Sul, refletem o sentimento do setor a um mês de a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil.
O bloco é destino de apenas 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina, mas, na fazenda de Asato e Bartocci, 100% do rebanho é criado para atender às exigências do mercado europeu.
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A UE tomou essa decisão após alegar que o Brasil não segue as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.
🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. (entenda aqui).
O embargo está previsto para começar em 3 de setembro, mas, mesmo que o bloco volte a autorizar o Brasil, as exportações não serão retomadas de imediato.
'Investimos anos para atender à Europa', 'é frustrante': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto da UE
