UE excluiu o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Medida começa a valer dia 3 de setembro.
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A partir do dia 3 de setembro, a União Europeia vai interromper as suas compras de produtos de origem animal do Brasil e, no caso da carne bovina, a suspensão não preocupa pelo volume, mas pelo peso estratégico do bloco para pecuaristas e frigoríficos nacionais.
➡️A UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.
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A UE é destino de apenas 3,7% do volume total que o Brasil exporta em carne bovina - e por 5,8% do valor -, mas compra cortes nobres e é considerada uma espécie de "vitrine" para o mundo: atender às exigências dos europeus é visto como um selo de qualidade que ajuda a abrir portas em outros mercados, afirmam especialistas ouvidos pelo g1.
"A Europa é uma vitrine seja por causa das exigências em termos de rastreabilidade, seja pela remuneração. Ela compra praticamente só cinco cortes do nosso boi, só que paga bem", ressalta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea-USP.
UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados
