O plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE) ruiu. A subsidiária da entidade ficaria responsável por controlar os eventos e operações comerciais da Fifa, recebendo aportes de investidores externos.
A Uefa fez forte oposição ao novo plano da Fifa desde que ele foi divulgado. E duas mulheres tiveram papel crucial na reunião de emergência realizada pela confederação europeia, de acordo com informações do portal The Athletic, setor esportivo do jornal norte-americano The New York Times.
Logo, ambas foram determinantes para acabar com os planos de Gianni Infantino de criar o braço comercial da Fifa. Segundo o Athletic, Laura McAllister, vice-presidente da Uefa, foi a primeira pessoa, na reunião da confederação, a alertar sobre os próximos passos após a intenção da Fifa e a sugerir um boicote aos torneios da entidade enquanto a proposta de venda de ações estivesse em pauta.
O Athletic afirma que a sugestão de Laura McAllister recebeu apoio imediato. Posteriormente, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, tomou a frente para analisar o cenário e colocar ações em prática, como a convocação de uma reunião de emergência com a Uefa e o Conselho da Fifa.
Laura McAllister disse, em entrevista à BBC, que as propostas da Fifa representavam uma “verdadeira ameaça existencial ao futebol”.
