O mercado financeiro baixo novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,03%. Esta é a quinta semana seguida de recuo.
As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
O mercado também passou a prever um corte maior de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem).
A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,12% para 5,03%;
➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%;
➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%;
➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população, especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Corte dos juros
Mesmo com a estimativa de inflação ainda acima da meta central em 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro passou a prever uma redução maior nos juros no decorrer deste ano.
Mercado reduz pela 5ª semana seguida estimativa de inflação em 2026 e projeta corte maior de juros
