A entrada em massa de marroquinos no enclave espanhol de Ceuta desencadeou uma crise de desaparecidos dos 2 lados da fronteira. Famílias passaram a procurar autoridades, divulgar fotografias nas redes sociais e viajar até o norte do Marrocos em busca de informações sobre parentes que tentaram fazer a travessia.
Não há um balanço oficial de desaparecidos. A dificuldade para chegar a um número se deve ao volume do deslocamento, à falta de registros de quem entrou no território espanhol e ao retorno de milhares de pessoas ao Marrocos sem comunicação com familiares.
A AMDH (Associação Marroquina de Direitos Humanos) estima que cerca de 100 mil pessoas tenham se deslocado internamente rumo ao norte do país depois de chamados nas redes sociais que incentivavam a entrada em Ceuta. O número inclui quem viajou em direção à fronteira, mas não necessariamente tentou cruzá-la.
As autoridades marroquinas reconhecem uma movimentação menor. Segundo dados divulgados pela Efe, cerca de 40 mil pessoas seguiram para Ceuta e outras 1.135 foram para Melilla, outro enclave espanhol no norte da África.
Do lado espanhol, as estimativas também variam. A agência AP afirma que de 50 mil a 60 mil pessoas conseguiram entrar em Ceuta na 5ª e na 6ª feira (30 e 31.jul.2026). A cidade tem cerca de 84 mil habitantes. A maioria dos migrantes já retornou ao Marrocos, mas parte permaneceu nas ruas, em áreas industriais abandonadas e nas colinas próximas.
O número de mortos também não foi consolidado.
