A produção industrial da zona do euro registrou em julho seu maior ritmo de crescimento em quase quatro anos e meio, mas a expansão foi impulsionada principalmente pelas empresas que estavam dando vazão à carteira de pedidos acumulados, e não pelo aumento da demanda, o que aponta para uma recuperação frágil segundo uma pesquisa.
O conflito no Oriente Médio interrompeu as cadeias de abastecimento e fez os custos com energia dispararem, causando dificuldades para os fabricantes. A inflação anual no bloco da moeda única subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior.
O PMI (Índice de Gerentes de Compras) de indústria da zona do euro, compilado pela S&P Global, subiu para 51,9 em julho, ante 51,4 em junho, seu maior nível desde abril, mas um pouco abaixo da preliminar de 52,0.
Um índice que mede a produção avançou de 51,7 para 52,9 em julho, seu nível mais alto desde março de 2022.
Leitura acima de 50 indica expansão.
“As fábricas da zona do euro estão passando por uma espécie de surto de crescimento no verão… No entanto, há sinais de que essas boas notícias podem ser de curta duração, com o ímpeto correndo o risco de enfraquecer à medida que o outono se aproxima”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.
Os pedidos aumentaram apenas marginalmente em julho, bem abaixo do ritmo de crescimento da produção, sugerindo que as fábricas estão operando a todo vapor com pedidos antigos, em vez de novos negócios.
