Mulheres brasileiras são dopadas e vítimas de abuso sexual por parte de pessoas bem próximas
Um esquema internacional de abusos sexuais investigado pela Polícia Federal (PF) utilizava medicamentos controlados para dopar mulheres, deixá-las incapazes de reagir e, em seguida, cometer os crimes. Segundo a investigação, as cenas eram gravadas e posteriormente vendidas na internet e em aplicativos de mensagens.
As apurações começaram após um alerta da Europol, agência da União Europeia para cooperação policial. A polícia alemã identificou inicialmente as atividades do grupo e constatou que ele atuava em pelo menos nove países, incluindo o Brasil.
De acordo com a PF, um brasileiro suspeito de integrar a liderança do esquema teria elaborado uma espécie de manual sobre o uso das substâncias, orientando quais medicamentos deveriam ser ministrados às vítimas e quais provocariam efeitos mais intensos. O homem, preso em fevereiro, também é suspeito de abusar de pessoas da própria família. Foi a partir das mensagens trocadas por ele que os investigadores chegaram a outros brasileiros envolvidos.
Uma das vítimas contou que não conseguia entender os apagões de memória que sofria após consumir pouca quantidade de álcool.
"Eu perguntava para ele porque que eu tinha perdido a memória se eu tinha bebido tão pouco. Ele falava que não, que eu tinha bebido muito", relatou.
Apagões e desconfiança
Outra mulher afirmou que desconhecia completamente o uso de medicamentos controlados.
Apagões, remédios escondidos e vídeos à venda: brasileiras são dopadas e vítimas de abuso por pessoas próximas
