As esperanças de Gianni Infantino de prolongar sua presidência na Fifa podem depender menos de reconquistar as potências tradicionais do futebol e mais de acionar apoios entre as diversas nações pequenas e emergentes que dependem fortemente dos recursos distribuídos pela entidade máxima do esporte.
Infantino enfrenta a maior crise de seus quase dez anos no comando da Fifa depois que as confederações regionais Uefa e Concacaf declararam não confiar mais em sua liderança, após o fracasso da proposta de incluir investidores de private equity na Copa do Mundo.
O dirigente confirmou a intenção de concorrer a um quarto mandato no Congresso da Fifa, marcado para abril do próximo ano, mas a pressão sobre Infantino pode se intensificar antes da eleição.
Nesta segunda-feira (3), o País de Gales se tornou a primeira federação de futebol a retirar formalmente seu apoio ao presidente da Fifa. Já a Uefa confirmou ter enviado uma carta ao suíço de 56 anos para informá-lo de que avalia tomar medidas legais contra ele em relação à proposta.
Os opositores podem tentar destituí-lo por meio de uma votação em um Congresso Extraordinário, caso 20% das 211 associações filiadas à Fifa apresentem formalmente um pedido por escrito.
O Congresso Extraordinário teria de ser realizado em até três meses após a solicitação, abrindo espaço para o surgimento de candidatos rivais.
