Fantástico vai até Ceuta, epicentro da crise migratória que sacudiu a Europa
O governo do Marrocos se pronunciou pela primeira vez neste domingo (2) sobre a crise migratória que levou dezenas de milhares de pessoas a cruzar a fronteira rumo aos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla.
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Rabat vinha sendo criticada pelo silêncio sobre o incidente e acusada de facilitar a tragédia ao não impedir a travessia em direção a Ceuta nem de identificar que milhares de pessoas se deslocavam internamente no país rumo ao norte.
Em comunicado, o ministro do Interior marroquino, Abdelouafi Laftit, atribuiu a onda de travessias em massa à disseminação de informações falsas nas redes sociais, à atuação de redes de tráfico humano e à interpretação equivocada de uma decisão judicial espanhola relacionada à devolução de migrantes interceptados no mar.
Ele informou que pelo menos 40 mil pessoas tentaram atravessar para Ceuta e que 11 morreram durante as tentativas. Os números são bem menores que os informados por autoridades espanholas, que falam em 72 vítimas fatais e ao menos 50 mil imigrantes.
Em entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente do governo de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou que o necrotério local recebeu 88 corpos.
Segundo ele, parte das vítimas pode ter relação com tentativas outras tentativas de chegada ao enclave registradas nas últimas duas semanas.
