A calvície feminina é muito mais comum do que se imagina e apresenta características distintas do padrão observado nos homens. A afirmação é das especialistas que debateram o tema no CNN Sinais Vitais do último sábado (1º).
“Na calvície feminina, a gente tem um afinamento progressivo e crônico do folículo, dos cabelos, com a evolução do quadro, se não tratada”, afirmou Letícia Nanci, dermatologista do Hospital Sírio-Libanês.
Com o avanço do quadro sem tratamento, ocorre a miniaturização dos folículos com atrofia, resultando em um padrão de rarefação difusa no topo do couro cabeludo. Letícia destacou que, ao contrário do que ocorre nos homens, as mulheres não apresentam as chamadas “entradas”.
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“Na alopecia feminina, a linha frontal é preservada. Você tem uma rarefação difusa. O cabelo está tão fino e com menos volume que você começa a enxergar o couro cabeludo“, afirmou a dermatologista.
Fatores genéticos e hormonais
A endocrinologista Denise Iezzi, também do Hospital Sírio-Libanês, abordou as causas da calvície masculina. Ela esclareceu que a origem não é exclusivamente genética.
Segundo ela, trata-se de uma influência genética sobre uma sensibilidade maior a um hormônio chamado hidrotestosterona no folículo.
“Existe uma crença popular de que isso vem da mãe. Não é verdade. É uma herança de vários genes, tem influência do pai, da mãe e é composta”, afirmou.
