Após três anos difíceis, os grupos armados leais a Teerã parecem estar se recuperando em todo o Oriente Médio, reforçando a influência do Irã na guerra contra os Estados Unidos e Israel.
Segundo especialistas, durante décadas, esses grupos desempenharam um papel fundamental: atuar como um poderoso fator de dissuasão contra ataques diretos ao Irã. O “Eixo da Resistência” - uma aliança anti-Israel e antiocidental de milícias regionais apoiadas pela República Islâmica - foi, no entanto, significativamente enfraquecido pela resposta militar em larga escala de Israel ao ataque do Hamas em 2023 e pelas repercussões regionais subsequentes.
Foi quando esse eixo se encontrava enfraquecido que eclodiu o conflito direto entre Israel, EUA e Irã. Hoje, porém, diversos grupos armados aliados a Teerã voltaram a pressionar os inimigos do Irã, abrindo novas frentes que complicam a guerra e ameaçam sufocar a economia global.
“O Eixo (da Resistência) funcionou muito bem por mais de duas décadas, ajudando a garantir que não houvesse ataques ao Irã enquanto esses grupos expandiam sua influência em seus próprios territórios”, disse Trita Parsi, vice-presidente executivo do Quincy Institute for Responsible Statecraft, à CNN. “Uma vez enfraquecido, o Irã pagou o preço com ataques tanto dos EUA quanto de Israel”.
A reação do Irã não foi abandonar a defesa avançada, mas reinvestir nela, disse Parsi.
